
Sinopse: Uma cidade é devastada por uma epidemia instantânea de “cegueira branca”. Face a este surto misterioso, os primeiros indivíduos a serem infectados são colocados pelas autoridades governamentais em quarentena, num hospital abandonado.
Cada dia que passa aparecem mais pacientes, e esta recém-criada “sociedade de cegos” entra em colapso. Tudo piora quando um grupo de criminosos, mais poderoso fisicamente, se sobrepõe aos fracos, racionando-lhes a comida e cometendo actos horríveis.
Há, porém, uma testemunha ocular a este pesadelo: uma mulher, cuja visão não foi afectada por esta praga, que acompanha o seu marido cego para o asilo. Ali, mantendo o seu segredo, ela guia sete desconhecidos que se tornam, na sua essência, numa família. Ela leva-os para fora da quarentena em direcção às ruas deprimentes da cidade, que viram todos os vestígios de uma civilização entrar em colapso.
A viagem destes é plena de perigos, mas a mulher guia-os numa luta contra os piores desejos e fraquezas da raça humana, abrindo-lhes a porta para um novo mundo de esperança, onde a sua sobrevivência e redenção final reflectem a tenacidade do espírito humano.
Critica: Antes de mais quero dizer que não li a obra de José Saramago, logo não poderei fazer as tradicionais criticas livro/filme, nem quero pois estou aqui para falar do filme e não do livro.
Quem se dirigir ao cinema para visionar este filme, não conte ver um filme de entretenimento com muita história, mas sim um filme chocante e carregado de maldade. A cegueira neste filme é retratada como um ponto de partida para falarmos e pensarmos sobre a natureza humana. Mas esse pensamento só poderá surgir depois de visionarmos o filme, pois a intensidade dele é tão grande que não deixa espaço para o analisar-mos à medida que o vamos vendo.
Não sabemos as causas da doença, não percebemos a história, e não percebemos como é possível a humanidade se tornar tão pouco humana em casos tão extremos e primitivos. A verdade é que antes de humanos, somos animais, e é isso que o filme tenta demonstrar, aliás é praticamente só isso que o filme tenta mostrar, embora haja naturalmente um pouco de compaixão em certos momentos (poucos).
Não gostei da banda sonora do filme e não gostei de ver cenas marcantes e muito intensas com uma música de fundo um tanto ”cómica”…Se o objectivo era endurecer as cenas juntamente com a banda sonora…não conseguiram.
Quanto ao elenco do filme é espectacular, começando por Julianne Moore até Danny Glover, passando naturalmente por Mark Ruffalo. Todos eles estiveram muito diferentes do habitual. E o restante grupo de pessoas presentes no filme é formado por várias etnias e nacionalidades, o que dá um certo toque de universalidade ao filme.
Para finalizar, pois este é sem dúvida um filme muito difícil de criticar, quero dizer que não gostei do que vi nem do que ouvi, mas o objectivo do filme é mesmo esse, não gostarmos e não nos sentirmos bem depois de o vermos.
O melhor: As interpretações.
O pior: O drama forçado em certas partes para tornar o filme mais pesado.
Título Original: Blindness (2008)
Realização: Fernando Meirelles
Argumento: José Saramago, Don McKellar
Intérpretes: Julianne Moore, Mark Ruffalo, Danny Glover, Gael García Bernal
Trailer: Visualize o trailer aqui
Género: Drama
Avaliação: 8,0/10








Dezembro 21st, 2008
23:57
Amanhã já vejo este filme, espero que confirme todos os bons comentários e criticas que já li sobre ele.
Em relação ao blog acho que está muito bom em termos estéticos e de conteúdo pecando apenas nos erros ortográficos que por vezes são muito infantis.
Continuação de um bom trabalho. Abraço
Dezembro 22nd, 2008
1:29
Vou ter mais atenção ao erros ortográficos que possam aparecer no futuro. Obrigado pelo comentários.
Dezembro 24th, 2008
14:46
Já vi o filme e se o tivesse de descrever numa só palavra escolheria “nojo”, o filme meteu-me nojo do principio ao fim. Penso que este comentário dá para perceber que o que o realizador queria fazer passar ao público, comigo foi conseguido, tocou-me particularmente. Não que ache que o filme está mau, muito pelo contrário, o que me mete nojo são mesmo as cenas a que assisti.
Dezembro 24th, 2008
14:48
Sim existe algumas partes que realmente…Mas o objectivo era mesmo esse, logo conseguiram fazer o que queriam. No entanto é daqueles filmes que ninguém irá ver duas vezes.
Novembro 10th, 2009
16:37
Eu adorei este filme (e vi mais do que uma vez)! Como todos os filmes de Fernado Meirelles, é realista, não “americanizado” e muito bem conseguido. É uma pena que a maioria das pessoas fique chocada com as cenas de violência, porque ao contrário de tantos outros filmes, em que as cenas de violência são completamente gratuitas e descabidas, aqui trata-se apenas de uma constatação da essência do ser humano. No fundo, quando a sobrevivência é posta em causa, todos agimos primitivamente, zelando e lutando pelos próprios interesses. Penso que este cenário foi muito bem retratado neste filme.