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Crítica: From Dusk Till Dawn (Aberto Até de Madrugada)

Sex, Ago 6, 2010

Cinema, Críticas


Sinopse: Os irmãos Gecko, dois dos criminosos mais perigosos da América, são perseguidos pela polícia por terem assaltado um banco e terem feito diversos mortos durante a fuga. Seth Gecko (George Clooney) e Richard Gecko (Quentin Tarantino) querem fugir para o México, e para conseguirem passar mais facilmente pela fronteira, sem levantar grandes suspeitas, resolvem raptar uma família, e utiliza-la como disfarce. A ideia é passarem a fronteira e dirigirem-se para um bar, onde deverão esperar a chegada de alguns ”companheiros” do crime. No entanto, depois de chegaram ao bar, descobrem que vampiros dominam a área, e que têm de lutar para sobreviver.

Crítica: Já tinha ouvido falar muito deste filme… É um filme antigo, mas nunca o tinha visualizado, no entanto, como já disse anteriormente, já tinha ouvido falar muito dele e resolvi, finalmente visualiza-lo. Sabia mais ou menos o que me esperava, tinham-me falado que era um género de trash movie, mas à maneira de Tarantino e Robert Rodriguez… Não sendo fã de trash movies, mas sendo fã de algumas obras de Tarantino e Robert Rodriguez, não podia deixar de vê-lo.

A primeira hora do filme, a meu ver é magnifica… A parte do ”Trash Movie” que falei à pouco só começa depois dessa primeira hora. Na primeira parte, temos um filme mais ”Road Movie”, com duas personagens (Seth Gecko e Richard Gecko) muito peculiares. George Clooney e Quentin Tarantino dão vida a estas personagens, e o papel encaixa em ambos, que nem uma luva, é incrível mesmo. Tarantino para além de um excelente realizador é um actor de se lhe tirar o chapéu. A história nesta primeira parte faz muito sentido, e a meu ver, também é muito empolgante. Dois criminosos em fuga, um deles (Richard Gecko) completamente louco, e outro um pouco mais racional (Seth Gecko) que ”aprontam” em todos os sítios por onde passam. É uma boa introdução ao filme, talvez um pouco lenta e sem sentido para quem vai ver um ”Trash Movie”, aliás, eu fiquei ali a primeira hora a perguntar-te onde raio é que está o ”Trash”…

Passado a primeira hora, ouve um salto, o normal passou para bizarro, pois foi nessa altura que os vampiros apareceram… Provavelmente este salto, foi propositado, mesmo para dar um choque e levantar os espectadores que até aquele momento estavam enteados (que não foi de todo o meu caso). A partir deste momento até ao final, o ”Trash Movie” aparece, e vimos cabeças, braços e outros membros a saltarem. É como se a primeira hora do filme, e os restantes minutos até ao final, pertencessem a dois filmes diferentes… O objectivo do filme, foi sem dúvida alguma, surpreender e animar, através de um ”Trash Movie” propositado, sem grandes efeitos especiais, que conseguem divertir o espectador. De certa forma, foi também um critica ao próprio estilo.

Adorei a primeira parte do filme, uma parte sólida, com boas interpretações e uma boa história, e gostei também da segunda, que me apanhou de surpresa, mas que me forneceu alguns momentos divertidos (afinal de contas, o cinema é uma arte de entretenimento) e este filme, é nada mais, nada menus, que puro entretenimento.

É diferente, mas bom… Para quem não conhece o estilo de Tarantino e Robert Rodriguez e não gosta de ”Trash Movies” ou não vai à espera de ver um, é provável que ache a segunda parte do filme ”medíocre” mas à que encarar, e perceber qual o objectivo do filme. Foi sem dúvida alguma, um dos filmes dos anos 90, que modificou algumas mentalidades… e mostrou a tudo e todos o que pode ser diferente, mas bom. E falando em bom, quem já viu o filme, o que achou da dança de Salma Hayek? Magnifica não?

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André Ramalho, Fundador e Administrador do Fora de Cena.

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  • sk1

    Este filme não é mais que uma crítica ao “trash”