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Crítica: Gran Torino

Sex, Fev 6, 2009

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Sinopse: m ”Gran Torino” Clint Eastwood interpreta Walt Kowalski um viúvo, reformado e teimoso que não consegue dar-se bem com os filhos nem com os vizinhos. Veterano de Guerra da Coreia, a grande alegria da sua vida é um carro (Gran Torino de 1972) que se encontra em óptimo estado na sua garagem. Mas contra a sua vontade, ele acaba por se aproximar dos vizinhos hmong, especialmente dos jovens Tao e Sue, a quem Walt decide proteger dos gangs que assolam a vizinhança.

Critica: Clint Eastwood disse recentemente que irá deixar o mundo da representação, e que o último filme em que participará como actor será em ”Gran Torino”. É uma noticia que me deixa destroçado, pois embora não tenha acompanhado todos os filmes deste senhor (pois antes de eu nascer, já ele fazia filmes), Clint é sem dúvida um dos meus actores favoritos. Clint resolveu terminar em grande a sua carreira como actor, e para isso apresenta-nos um filme ao estilo ”Old School”, que tão bem sabe fazer.

À excepção de Eastwood, não há outros nomes sonantes presentes no filme a evidenciar, mas isso não foi impedimento para Clint deixar de fazer um grande filme, muito pelo contrário. Gran Torino debruça-se sobre diversos temas da sociedade, como racismo, preconceitos, e dramas familiares, e embora não tenha uma história muito complexa, consegue cativar-nos. Não é um filme muito emotivo, e não conta com muitas cenas de acção (antes pelo contrário), mas transmite-nos uma possível realidade num qualquer bairro espalhado pela América, provando-nos que os preconceitos podem ser ultrapassados, e conseguindo provocar uma reflexão interior a todos aqueles que o assistirem.

Se me perguntassem…Clint Eastwood merece o Óscar? Sim, sem sombra de dúvida, no entanto esta personagem histórica do cinema nem sequer foi nomeada…Depois admiram-se que existam tantas pessoas a falar mal da cerimonio dos Óscares…Clint Eastwood não ser nomeado para melhor actor é quase tão mau como se Heath Ledger não ganha-se o Óscar para melhor actor secundário em Batman (espero que ganhe).

Então e se me perguntassem…Gran Torino merece Óscar? Não. É um grande filme, com um grande actor, mas não tem aquele toque especial para ganhar o Óscar, como por exemplo ”The Curious Case Of Benjamin Button” que tem aqueles temas principais que levam um filme a ganharem um Óscar (grande história e um romance pelo meio).

Este é o género de filme, que transmite uma realidade pura e dura, duma América em mudança e de adaptação para alguns (a maior parte das cenas foram filmadas no Estado de Michigan). Para aqueles que gostam de finais felizes, é provável que não achem o final de Gran Torino o mais adequado, mas é um final credível e muito pouco fantasioso, mas ao mesmo tempo, um pouco previsível.

A trilha sonora do filme é assinada por Kyle Eastwood, filho do realizador, e por Michael Stevens. Uma das músicas que compõem a trilha é de autoria de Clint Eastwood (chamada Gran Torino). Desta vez Clint compôs ao lado de Jamie Cullum, Kyle Eastwood e Michael Stevens. E a fotografia embora não apresente nada espectacular, é de Tom Stern, velho colaborador de Clint Eastwood (com quem começou a trabalhar em Blood Work 2002).

Gran Torino é a prova de que com pouco dinheiro, uma história simples mas bem construída, e dedicação, é possível fazer um grande filme. Aprendam com o Clint pois ele não durará para sempre (infelizmente).

O melhor: A interpretação de Clint Eastwood.

O pior: Uma equipa de actores um tanto fraca (tirando Eastwood naturalmente).

Título Original: Gran Torino (2008)
Realização: Clint Eastwood
Argumento: Nick Schenk e Dave Johannson
Intérpretes: Clint Eastwood, Bee Vang, Ahney Her, Christopher Carley
Trailer: Visualize o trailer aqui
Género: Drama, Crime
Avaliação: 8,5/10

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Slitake - Ele escreveu 354 posts no Fora de Cena.

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3 Comentários a este artigo

  1. Yvan Diz:
  2. bea ' WOOD Diz:
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