
Hoje deixo-vos uma crítica a um remake de 1972 realizado na altura por Wes Craven (para alguns o mestre e senhor do terror). Este remake realizado por Dennis Iliadis apresenta-se muito completo a nível de história e interpretações e consegue mesmo prender os espectadores do princípio ao fim.
Sinopse: Duas adolescentes são raptadas e torturadas por um grupo de psicopatas. Mais tarde o grupo liderado por um fugitivo à polícia (Krug), refugia-se numa casa ali perto, mas o que eles não sabem é que essa mesma casa é dos pais de uma das adolescentes que torturaram, e quando os pais descobrem o que este grupo fez à filha, resolvem fazer justiça pelas próprias mãos.
Critica: Actualmente os filmes de terror norte-americanos têm vivido quase exclusivamente de remakes de filmes dos anos 70 e 80 e ”Last House on the Left” não é excepção. É um remake de 1972 realizado por Wes Craven que vê agora um remake muito bem feito por Dennis Iliadis.
Não vi o filme original, logo não posso fazer comparações, mas nem por isso vou deixar de fazer uma avaliação completa e como já disse várias vezes aqui no blog, não sou contra remakes, desde que sejam bem-feitos.
Quero adiantar desde já que o ponto forte do filme é sem dúvida a sensação de ameaça que vai crescendo ao longo da trama, e o jogo do rato e gato entre o grupo de psicopatas e a os pais da adolescente que foi brutalmente espancada e violada. A certo momento, temos mesmo a sensação que os ”psicopatas” passaram de predadores a presa e isso provoca um gostinho de justiça e de satisfação ao espectador (pelo menos a mim provocou).

Last House on the Left afasta-se um pouco das tendências/clichés e repetições que a maioria dos filmes de terror apresenta actualmente… e embora não seja muito criativo, tem uma história que envolve completamente o espectador, mas à que ter em atenção que para alguns o filme pode ser considerado um tanto sádico e doentio em algumas partes, e pode deixar a maioria dos espectadores muito desconfortáveis, mas penso que o objectivo do filme era mesmo esse, não é um defeito do filme, é mesmo uma característica do mesmo, pois a realização de Dennis Iliadis é bastante eficaz e por vezes o filme consegue ser brutal e perturbador, não tendo qualquer problema em mostrar tudo o que poderia acontecer numa situação destas…
As interpretações no geral são boas, apresentando um dramatismo e por vezes um espírito doentio muito credível… Nenhum dos actores ganha um destaque em especial, o que neste género de filme de certa maneira até é bom. A banda sonora também acompanha o filme de uma maneira correcta e a certos momento juntamente com as imagens consegue provocar um sentimento de ”mau estar” no telespectador.
Só tenho pena não terem dado no inicio do filme, mais alguns minutos à relação que Mari (Uma das adolescentes espancada) tinha com os pais, pois os minutos que deram foram muito poucos para o espectador criar uma relação de compaixão com a família da jovem.
É um filme suficientemente bom para cativar a maioria das pessoas, principalmente porque mantém a mesma qualidade do principio ao fim, entretendo bem o telespectador. Eu pessoalmente gostei bastante, pois está muito bem feito, provocando desconforto, nojo, angustia e choque ao espectador em algumas situações.
O melhor: A sensação que o filme transmite a certo momento, onde os predadores passaram a presa.
O pior: Nada de especial a destacar.
Título Original: The Last House on the Left (2009)
Realização: Dennis Iliadis
Argumento: Adam Alleca, Carl Ellsworth e Wes Craven
Intérpretes: Monica Potter, Sara Paxton, Garret Dillahunt, Michael Bowen, Joshua Cox, Riki Lindhome.
Trailer: Visualize o trailer aqui
Género: Drama, Thriller, Terror
Avaliação: 7,5/10








Junho 23rd, 2009
7:02
gostei da tua critica!
cumps
Julho 10th, 2009
6:49
Bem… Esta crítica foi completamente contra a verdade na qual o filme está envolvido, na minha modéstia opinião.
Primeiro o filme não cativa o espectador, pelo seu argumento “teenager” de uma miuda apanhada constantemente em ângulos comprometedores e que ocupa grande parte das filmagens e depois pela má interpretação de papeis na primeira metade. A verdade é que os actores não souberam enquadrar as posturas de uma família destroçada pela perda de um filho e traduziram isso numa constante postura de apreensão. Se os actores se voluntariaram para fazer o filme e não foram pagos, aí concordo que de facto desempenharam o papel á altura do que lhes foi remunerado.
Depois, o filme joga com uma e uma só coisa, e muito mal, que é incunbir no espectador um sentimento de vingança. O final da primeira metade é um final sádico e doentio, não de uma forma positiva de filme de terror, mas de uma forma doentia que mostra que quem escreveu a história tinha problemas psicológicos. A violação estava demasiado real para alguém ser capaz de simplesmente ficar no cinema sem ir embora quando todo aquele circo acabasse. É um filme sádico no fim apenas deixa a sensação de “preferia nem ter visto a rapariga a ser violada, porque a retaliação não esteve á altura do sucedido e deixou-me frustrado”.
O filme é só sangue, tripas, esventramento supérfulo e um argumento superficial e que demonstra por detrás uma imaginação doentia de alguém que seguramente sofreu graves traumas de infância.
Eu sou um cinéfilo e posso de facto admitir, que foi o primeiro filme, que me deu vontade de ir embora a meio do filme. Apenas por tolerância fiquei para ver a segunda parte. Quis dar uma segunda oportunidade ao filme porque acreditava que de alguma forma poderia redimir um início medíocre. Foi o primeiro filme da minha vida que posso dizer que de facto saí da sala com uma sensação de frustração agravada por se cobrar dinheiro a alguém para ver … aquilo… e foi a primeira vez em toda a minha vida que cataloguei um filme tão fácilmente de “foi o pior que vi até agora”
Este texto exprime meramente a minha opinião.
No entanto, não aconselho alguém a ver aquilo.
Julho 10th, 2009
13:14
É um filme de terror, se a violação estava credível demais é porque foi feita para ser credível.
É um filme com algumas cenas sádicas, doentias e que pretendem deixar o espectador indignado e enojado, penso que o filme cumpriu aquilo que pretendia, e obviamente que percebo porque muita gente não gostou dele, mas uma coisa é não gostar, outra é dizer-se que o filme está mal feito…
Mas é a minha opinião, aceito outras naturalmente.