
Henry tem uma particularidade inerente ao seu código genético. Uma “deficiência” num gene permite-lhe viajar através do tempo, sem que ele tenha qualquer tipo de poder sobre ele, ou seja, as viagens ocorrem sem qualquer aviso prematuro. Acompanhámos então todas as complicações que isso traz a Henry na sua vida, nomeadamente, com a mulher da sua vida.
Time Traveler’s Wife, cuja estreia em Portugal ainda está para acontecer, já está disponível em DVD na Amazon, por exemplo. A ver vamos se ainda estreia por cá…
Encabeçado pela belíssima Rachel McAdams e por Eric Bana que dão força ao casal Claire e Henry, este filme tem também a particularidade de ter como um dos produtores Brad Pitt. O realizador é Robert Schwentke, o mesmo de Flightplan com Jodie Foster.
Não estava á espera de nada de mais e isso confirmou-se. É um filme romântico, baseado no livro homónimo escrito por Audrey Niffenegger. O estilo lembra muito Nicholas Sparks. Aliás, eu pensava mesmo que era baseado num livro de Sparks, não fosse ter dado um salto á IMDB e ter verificado os argumentistas.
A trama é absolutamente irreal – basta ler a sinopse supra – e está recheado de paradoxos e cenários irrealistas. Chega ao cúmulo de criar uma situação em que Claire trai Henry com ele próprio, isto é, faz amor com a versão do passado do seu próprio marido, pois no futuro ele decide fazer uma vasectomia! Não é tão confuso como parece, mas é absolutamente paradoxal!Obviamente que quem tiver esta ideia na cabeça desde o início, pode desde logo mudar de fita. Quem passar ao lado disso tudo, e se concentrar no romance propriamente dito, até pode ter uma experiência satisfatória.
Erica Bana e McAdams fazem um casal com boa química e as suas personagens tornam-se apelativas qb. É um dos pontos mais positivos e é o que realmente interessa aqui. Contudo, mais lá para o fim, quando entra em cena a filha do casal, o romance perde protagonismo e isso foi um erro. Para além disso, ficamos a saber que Henry irá morrer, cedo demais.
A fotografia do alemão Florian Balhaus é um dos pontos altos do filme. Dá uma atmosfera nostálgica, melancólica e romântica com a sua palete outonal. A banda sonora é discreta, mas em momentos chave consegue imprimir a intensidade necessária.
Tem diversos erros e momentos irreais, mas consegue agradar. Ideal para se ver acompanhado.
Realizador: Robert Schwentke/2009
Nota Final: 6/10
Clare Abshire: I wouldn’t change one second of our life together.





Qua, Fev 24, 2010
Cinema, Críticas